11/05/2007 | Proteção Solar e Câncer de Pele

PROTEÇÃO SOLAR E CÂNCER DE PELE

Por Dr. Mário Cândido de Oliveira Gomes
Clínico Geral e livre-docente em doenças infecciosas e parasitárias s


O verão está chegando e, com ele, seu velho companheiro o calor. O sol, nesta época do ano, costuma agredir intensamente a nossa camada protetora - a pele ou ategumento cutâneo. A agressão vai desde as diversas nuanças de queimaduras até o câncer de pele.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou para o corrente ano o Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele, com o seguinte slogan: "Sol na medida. Saúde na certa". Tal programa visa fornecer subsídios aos leigos para melhor proteger sua pele contra o câncer. A neoplasia de pele vem aumentando sua incidência em praticamente todo o mundo, com 1.200.000 casos novos por ano, somente nos Estados Unidos, e 10 mil óbitos. Entre nós, estima-se 100 mil novos casos a cada ano, mesmo conhecendo-se a causa e quem vai apresentar.
O câncer de pele é provocado principalmente por uma causa evitável, ou seja, a excessiva exposição ao sol sem a devida proteção, em indivíduos fenotipicamente predispostos (raça ariana, etc). Entre os fatores de risco, citam-se: antecedentes familiares para câncer de pele, história de queimaduras solares, presença de sardas (manhas pardacentas), pele clara, incapacidade para bronzear e a presença de nevos pigmentados múltiplos. Os nevos são manchas pequenas (6 mm), redondos, simétricos, bordas regulares e cor castanha ou escurecida na mesma tonalidade, localizando-se geralmente nas áreas de maior exposição ao sol. O nevo de cor café com leite é lembrado pelo povo como manchas de fígado ou parasitismo por verminose. Trata-se de um acúmulo de pigmento melânico na camada basal da pele. A melanina provém da oxidação da tirosina, que é uma proteína elaborada pelos melanócitos ou melanoblastos. A melanina é composta por carbono (57%), nitrogênio (9%), hidrogênio (4%) e oxigênio (30%).
O sol, vitamina (A e C), hormônios, gravidez (cloasma) etc aumentam a quantidade de pigmento, tornando a pele mais escura. Os melanomas diferem dos nevos pigmentares por serem tumores extremamente malignos da pele, bordas irregulares com saliências e reentranças, variações de tons e diâmetro maior, localizando-se geralmente nos membros inferiores e genitais. A lesão inicial cresce rapidamente, causando metástases em diversos órgãos (fígado, cérebro, pulmões etc). O nevo pigmentar apresenta sinais de transformação maligna quando cresce em extensão, torna-se sensível ou pruriginoso, mais pigmentado, adquire halo avermelhado, com ulcerações freqüentes. O diagnóstico de melanona é realizado pela biópsia da lesão suspeita, pois o aspecto clínico pode enganar facilmente, em virtude da confusão com ceratose seborréica, lentigo e carcinoma basocelular pigmentado. O carcinoma é outro tumor de pele, podendo ser de dois tipos: baso

 

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